Senado dos EUA adia votação de projeto de lei antipirataria na internet

Ouve tanta repercussão sobre o SOPA e o PIPA que o senado americano cedeu temporariamente ás críticas aos projetos e adiou a votação sobre as novas leis.

Sinceramente, essa lei só é de interesse das grandes indústrias, pois todo e qualquer usuário convicto consultado sobre tais ações com certeza irá se colocar totalmente contra elas, que são em sua totalidade uma forma de censurar o livre acesso aos conteúdos nem sempre legais. E ainda assim não parece que vai haver um acordo.

Essa falta de comunicação entre a lógica e os interesses dos peixes grandes está gerando reações de todos os cantos, e principalmente de tubarões com poder de fogo para fazer muito estrago se as coisas continuarem se encaminhando dessa forma. Tubarõezinhos conhecidos como Anonymous.

A tendência é que essa briga de gente grande perdure por muito tempo até que alguém ceda, e duvido que esse alguém seja os Anonymous.

 

Por: Pedro Souza

 

A Casa Branca é contra o SOPA

White House

Quando dissemos que o SOPA é um assunto de enorme polêmica, não estávamos para brincadeira: mais uma entidade se declarou contra o projeto de Lei que está tramitando no Judiciário estadunidense – a questão é que agora o “não” vem do próprio governo.

De acordo com post oficial no site da Casa Branca, o time administrativo do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que não há apoio ao SOPA – sigla para Stop Online Piracy Act – vindo do atual governante. Quem assina o texto são três dos principais assessores do presidente: Victoria Espinel (Coordenadora de reforço à proteção da propriedade intelectual), Aneesh Chopra (executivo-chefe do setor tecnológico da Casa Branca) e Howard Schmidt (assistente pessoal do presidente e Coordenador de cibersegurança da equipe de segurança nacional).

Pelo texto, os três executivos salientam que acham válida a ideia de buscar um meio de se proteger a propriedade intelectual daqueles que produzem conteúdo, minando o crime de pirataria. Entretanto, não é interessante a ninguém que isso seja feito por meio do sacrifício da liberdade de expressão – um direito constitucional garantido na Primeira Emenda pela lei estadunidense.

Mais além o post ainda diz, em negrito, que “todo e qualquer esforço no combate à pirataria online deve ser protegido do risco de censura e não deve inibir a inovação dinâmica promovida pelos negócios – grandes ou pequenos”.

fonte: Olhar Digital